Grupo cria associação para ajudar familiares e pacientes com distrofia muscular

Por Edson Gomes, Jornalista

Três casais aqui de Fortaleza fundaram no último dia 7 de abril a Associação Cearense de Distrofia Muscular (ACDM). A advogada Laura Leal, uma das responsáveis pelo trabalho, disse que o objetivo é prestar apoio aos familiares e pacientes com distrofia muscular. Mãe de um filho de 17 anos com essa enfermidade, Laura lembra o quanto foi difícil no início. “Quando recebi o diagnóstico ele tinha sete anos. Fiquei sem chão. Não sabia o que fazer, nem a quem recorrer”, recorda, ao afirmar que a Associação vai dar a quem precisa o suporte que ela não teve.

Grupo durante visita a Itaiçaba

Há um mês atrás o grupo esteve no Município de Itaiçaba (a 164 km de Fortaleza), visitando uma família que tem parente com a deficiência. “Doamos uma cesta básica, mas principalmente levamos orientações e esclarecimentos acerca do tratamento médico e cuidados necessários”, explicou.

A advogada informou que a Associação já tem 15 pacientes cadastrados, mas não há dados de quantos existem no Estado. “Graças a Deus temos condições de pagar tratamento para nosso filho, que requer atenção e cuidados especiais, mas sei que muitos não têm condições. Por isso, nosso propósito é o de contribuir de alguma forma para minimizar o sofrimento tanto dos pacientes quanto daqueles que os amam”.

Além da criação da ACDM, no dia 7 de abril, eles também comemoraram o Dia Mundial da Saúde e a Páscoa. A associação é formada pelos casais Rosilene e Gean Carvalho, Daniele e Ricardo Moreira e Laura e Gilberto Leal. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (85) 88391584 (Laura).

SAIBA MAIS

A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença genética degenerativa, que se destaca por fraqueza e perda progressiva da função muscular. É diagnosticada entre 1 e seis anos de idade. Alguns sintomas e características são: pequeno atraso para caminhar; atraso cognitivo; lordose; escala a própria perna para se levantar; aumento das panturrilhas; tendão de aquiles encolhe e faz com que a criança ande na ponta dos pés; corre menos; dificuldade de subir e descer escadas; cai com frequência.